Dizem que Alfred Hitchcock, o grande cineasta especialista na arte de assustar as pessoas, estava uma vez dirigindo na Suiça quando de repente apontou pela janela do carro e disse: “Essa é a cena mais aterrorizante que já vi”. Era um padre conversando com um menininho, a mão dele sobre o ombro do garoto. Hitchcock pôs a cabeça para fora do carro e gritou: “Fuja, menininho! Salve sua vida!”.
Mesmo que a religião em si não fizesse nenhum outro mal, sua característica divisora, perversa e cuidadosamente cultivada – sua apropriação deliberada da tendência natural da humanidade de favorecer os integrantes de seu próprio grupo e rejeitar os forasteiros – já seria suficiente para fazer dela uma força maligna significativa para o mundo.
Voltaire captou bem há muito tempo: “Aqueles que são capazes de convencê-lo de absurdos são capazes de fazê-lo cometer atrocidades”. Assim como Bertrand Russell: “Muita gente prefere morrer a pensar. Na verdade é isso o que fazem”.

domingo, 22 junho, 2008 


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