Arquivos de tags: literatura

O imortal

Não há nada de muito extraordinário em ser imortal; com a exceção da Humanidade, todas as criaturas são imortais, pois nada sabem da morte. O que é admirável, terrivel e incompreensível é saber-se imortal. Eu notei que, apesar da religião, a convicção de alguém quanto à própria imortalidade é extraordinariamente rara. Judeus, cristãos e muçulmanos, […]

Avalie isto:

Continuar lendo →

Entendendo o Ocidente

  Nossa civilização ainda se encontra dividida entre a cognição e a estética helênicas e a religião e a moralidade hebraicas. Pode-se dizer que a mão da civilização ocidental (e, com efeito, de grande parte da oriental também) tem cinco dedos desiguais: Moisés, Sócrates, Jesus, Shakespeare e Freud. A cultura de Platão é inteiramente socrática, […]

Avalie isto:

Continuar lendo →

Dores da morte

Ao deitar-se, encontrou lençóis de tecido grosseiro. Percebeu a situação. “Ah, estou no calabouço”, pensou, “como condenado à morte. É justo.” O conde Altamira me contou que, na véspera de sua morte, Danton dizia com seu vozeirão: ‘é estranho, o verbo guilhotinar não pode ser conjugado em todos os tempos; pode-se dizer: eu serei guilhotinado, […]

Avalie isto:

Continuar lendo →

Irmãos em guerra

Na vida das pessoas, assim como na vida dos povos, os piores conflitos, na maior parte das vezes, são os que aparecem entre dois segmentos perseguidos. É mera hipótese otimista imaginar que o perseguido e o oprimido vão se unir em solidariedade e juntos derrubar as barricadas de um empedernido opressor. Na verdade, dois filhos […]

Avalie isto:

Continuar lendo →

Desejo, sonho e realidade

Juventude é um negócio ilusório. Na juventude a vida parece um animal manso, que se estende a seus pés e se satisfaz com alguns agrados miseráveis para ser fiel para sempre. Com catorze anos tive um sonho. Andava por uma rua no meu vilarejo e percebi que as pessoas se agitavam muito assim que passava […]

Avalie isto:

Continuar lendo →

Começo, meio e fim

Estamos passeando, a lua acaba de surgir, estamos ociosos, disponíveis, um pouco vazios. E de repente pensamos: “Algo aconteceu.” Seja o que for: um estalido nas sombras, um vulto rápido que atravessava a rua. Mas esse acontecimento diminuto não é igual aos outros: percebemos imediatamente que ele antecede uma grande forma cujo desenho se perde […]

Avalie isto:

Continuar lendo →