Arquivos de tags: literatura
Abraao e Isaque

O deus sádico

Perguntou Isaac, Pai, que mal te fiz eu para teres querido matar-me, a mim que sou o teu único filho, Mal não me fizeste, Isaac, Então porque quiseste cortar-me a garganta como se eu fosse um borrego, perguntou o moço, se não tivesse aparecido aquele homem para segurar-te o braço, que o senhor o cubra […]

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Religião

A religião fez mais mortos (muito mais!) do que a matemática, que não fez nenhum. Hobbes sugere em algum lugar que é porque a matemática não toca nossos interesses; mas o argumento é fraco: os cálculos do gerente da minha conta bancária, que são estritamente matemáticos, tocam meus interesses muito mais diretamente do que este […]

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Vampiro, desejo inconfessável

Preste atenção quando lhe digo: Jamais houve um justo lugar para o mal no mundo ocidental. Jamais houve uma fácil aceitação da morte. Não importa o quão violentos tenham sido os séculos desde a queda de Roma, não importa o quão terríveis as guerras, as perseguições, as injustiças, o valor atribuído à vida humana só […]

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Drácula

Seu rosto tinha um acentuado perfil aquilino, com um nariz magro e pronunciado e narinas curvadas de uma forma peculiar; sua testa era larga e arredondada, e o cabelo escasseava nas têmporas, mas era farto no resto da cabeça. Suas sobrancelhas eram muito densas e quase se encontravam acima do nariz, com pêlos cerrados que […]

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A escrita do deus

A prisão é profunda e de pedra; sua forma, a de um hemisfério quase perfeito, se bem que o piso (que também é de pedra) seja um pouco menor que um círculo máximo, fato que agrava de certo modo os sentimentos de opressão e imensidade. Um muro corta-a no meio; embora altíssimo, ele não toca […]

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O imortal (2)

O conceito do mundo como sistema de precisas compensações influi vastamente nos Imortais. Em primeiro lugar, tornou-os invulneráveis à piedade. Mencionei as antigas pedreiras que irrompiam nos campos da outra margem; um homem despencou na mais funda; não podia se ferir nem morrer, mas a sede o abrasava; até que lhe atirassem uma corda passaram […]

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